sábado, 3 de julho de 2010

Boa noite.

Bem-vindos ao Teatro Municipal Sá de Miranda.

Esta frase gela-me até à espinha.

O espetáculo do dia 2 já se foi. E passou a voar, feito tolinho.

E agora, um momento altamente publicitário :)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pequeno, Médio e Grande

O nosso espetáculo de dança é já nos dias 2, 3 e 4 de Julho.

Estão todos convidados a ir ver as minhas figurinhas.
Mais ainda este ano, que danço de perna ao léu.
Ai meu deus-ai meu deus-ai meu deus!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Então Blimunda disse, Vem.

Desprendeu-se a vontade de Baltazar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda

A notícia teve em mim o mesmo efeito que uma pedrada.

domingo, 13 de junho de 2010

Ainda de volta das palavras

Nas aulas de filosofia do secundário aprendíamos a definir conceitos.
Eu, que tenho memória de elefante, decorava palavra por palavra. Vírgulas e tudo.
Acabei a disciplina com 18. E não percebia népia.

Já não me recordo o que é que o Kant diz sobre a liberdade.
Mas aposto que é qualquer coisa difícil. Que é preciso ler muitas vezes e separar por partes, para perceber.

Para mim, a liberdade é muito fácil de definir. Significa:
Comer-uma-pizza-inteirinha-seguida-de-um-crepe-afogado-em-chocolate-e-chegar-ao-fim-sem-um-grama-de-culpa.

Mais do que livre, isso é ser feliz.

:)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

As séries da vida real

Quem vê séries de Hospital não imagina o que se passa lá dentro.

Na maior parte das vezes, os doentes não são bonitos.
São acamados, magrinhos, desorientados.
Usam fraldas.
Têm sondas para comerem e para fazerem chichi.
Têm feridas que cheiram mal.
Tossem e vomitam.

Hoje morreu um homem no meu Serviço.
A esposa encontrou-o preto.
Veio para o corredor gritar e chorar e atirou-se para o chão.

Vim o caminho todo a pensar nela.
Na reacção dela.
Na reacção de nós todos quando perdemos alguém que amamos.
Na dor.
Na dor para a qual não há analgesia. Nem palavras de alívio. E que só o tempo vai curando.
Muito devagarinho.

Os enfermeiros são mesmo heróis de coração forte.

sábado, 29 de maio de 2010

Palavras. Apenas.

Há umas semanas atrás, eu, a A. e o G. discutíamos o significado da palavra amor.

A A. diz que o amor só existe numa forma. Por isso não há distinção entre o amor dos filhos, dos amigos, dos amantes.

O G. acha que nós não sabemos amar. Que, na maior parte das vezes, o que sentimos é dependência, tesão... O que lhe quisermos chamar. Menos amor; porque esse é incondicional.

Eu?
Eu não sei bem.

Só sei que amamos à nossa maneira. E que o amor é o que se sente. E que tentar defini-lo é uma treta.
Tenho dito.

domingo, 23 de maio de 2010

Para quem gosta de velharias...

Aconselha-se este filme.



A-do-ro.


Ponho-me a pensar, muitas vezes; como seria ser enfermeira em tempo de guerra?

Querer ligaduras e não ter.
Álcool e não ter.
Morfina e não ter.

E ainda assim ter de cuidar. Dos homens sem pernas, sem braços e sem risos.
Só dores.

Ponho-me a pensar nas compressas que nos passam pelas mãos, todos os dias. Esterilizadas. Tantas.
E limpamos o balcão com elas. E apagamos o nome do doente do quadro. E depois. Lixo.


O desperdício assusta-me muito.