Ainda assim, acham-se super atarefadas e cheias de trabalho.
Se fizessem uma manhã num dos nossos Serviços, eram, muito provavelmente, internadas nos Cuidados Intensivos.
Aqui eu tenho elevadores. Quatro auxiliares. Poucos doentes. Muito tempo.
Sabem aquela intervenção pateta que aprendemos na escola?
Adequar dieta de acordo com as preferências do utente.
E que depois chegamos ao hospital e as enfermeiras riem-se da nossa ingenuidade?
E descobrimos que não é possível?
Aqui é. Há um chefe de cozinha. Só temos de lhe dizer que o senhor X não gosta de cebolas.
Para muitos colegas meus, a situação é diferente.
Não têm elevadores. E têm doentes pesados.
Usam a força do corpo e magoam as costas.
Têm doentes dependentes.
Que precisam de banho. De fralda. De creme. De alguém que os vire na cama.
Têm muitos doentes. Pouco tempo. E poucas ajudas.
Mas mesmo assim, fazem.
Uma vénia para eles.
