1. Casas sempre quentinhas.
2. Chá com leite. Um litro, fáxabôr!
3. O creme que torna qualquer bolo-seco-sem-piada-nenhuma num manjar dos deuses. Eu como tipo-sopa.
Ódiozinhos de estimação.1. Duas toneiras. Ou sai lava ou cubos de gelo.
2. Alcatifas em todo o lado. Até na cozinha. O que leva uma tolinha como eu a aspirar a casa duas ou três vezes por semana.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Coisas...
Que eu a-do-ro na Inglaterra.
Hoje apanhei um táxi
O condutor, indiano.
- Sabes, eu vejo-te muitas vezes na cidade. Perto do Tesco.
- Hum, e como é que me reconheces?
- Pelos olhos.
- Ah.
- Tens um ar de quem pensa muito… Sobre coisas que estão muito longe…
(Fon-fon-fon)
- Rita, prazer em conhecer-te.
- Obrigada. Igualmente. Quanto é?
- Quatro libras e setenta e cinco. E um sorriso.
Rio-me. Dou-lhe sete libras e deixo-o ficar com o troco.
- Rita.
- Sim?
- Vive agora. Pensa depois.
Senhor indiano, nem sei o seu nome.
Obrigada por ter salvo o meu dia.
- Sabes, eu vejo-te muitas vezes na cidade. Perto do Tesco.
- Hum, e como é que me reconheces?
- Pelos olhos.
- Ah.
- Tens um ar de quem pensa muito… Sobre coisas que estão muito longe…
(Fon-fon-fon)
- Rita, prazer em conhecer-te.
- Obrigada. Igualmente. Quanto é?
- Quatro libras e setenta e cinco. E um sorriso.
Rio-me. Dou-lhe sete libras e deixo-o ficar com o troco.
- Rita.
- Sim?
- Vive agora. Pensa depois.
Senhor indiano, nem sei o seu nome.
Obrigada por ter salvo o meu dia.
segunda-feira, 21 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Um problema mental é um problema como os outros
Como um cancro.
Uma paraplegia.
O que quiserem.
Quem tem problemas com comida não se cura jamais.
Eu comecei aos quê? Doze?
Entretanto, adormeci o problema e mantive-o escondidinho.
Para dez anos depois ele voltar em força.
Para muita gente, eu sou fraca.
As pessoas que sofrem do mesmo que eu, todas fracas.
Somos fúteis.
Vítimas da manipulação da sociedade.
Descarregamos na comida e no corpo as frustrações todas. As relações que não prestam, as dívidas para pagar, o trabalho que é uma merda e sei lá que mais.
Desde que me lembro de mim mesma, sempre tive no lugar do rabo uma bola de basquete.
Herança do meu pai. (Olá papá!)
Na primária fui gozada por rapazes, um dia em que tive a infeliz ideia de ir para a escola com calças justas. (Olá mamã. ‘Tás sempre a falar disto…)
No sexto ano veio-me o período. Daí para a frente foi um boom.
O mundo pode ser um lugar extremamente hostil para quem não tem as medidas certas.
Isso ajuda o nosso cérebro a pifar.
E uma vez dado o pifo… Pfff.
Eu já fiz coisas que nem gosto de lembrar.
Tipo enfiar uma sonda nasogátrica goela abaixo para me livrar da comida.
Não, não gostava de ser como a Beyoncé nem como a Rihana, que levam ao rubro os homens e atiçam a inveja das mulheres.
Eu só gostava de ser magra como uma tábua, não ter mamas nem curvas nas ancas.
Por isso, nem para manequim dava.
Depois de ter chorado muito à custa desta história, cheguei à conclusão de que há coisas piores do que ser gorda.
Ser gorda com um problema alimentar e infeliz.
Trabalho à moda da escravidão. Daqui a pouco vou ter dinheiro suficiente para uma lipoaspiração numa clínica decente.
Vai ser da ponta dos cabelos às unhas dos pés.
E olha para mim, que fútil.
Podem começar a atirar pedras. A partir de…
Agora.
Uma paraplegia.
O que quiserem.
Quem tem problemas com comida não se cura jamais.
Eu comecei aos quê? Doze?
Entretanto, adormeci o problema e mantive-o escondidinho.
Para dez anos depois ele voltar em força.
Para muita gente, eu sou fraca.
As pessoas que sofrem do mesmo que eu, todas fracas.
Somos fúteis.
Vítimas da manipulação da sociedade.
Descarregamos na comida e no corpo as frustrações todas. As relações que não prestam, as dívidas para pagar, o trabalho que é uma merda e sei lá que mais.
Desde que me lembro de mim mesma, sempre tive no lugar do rabo uma bola de basquete.
Herança do meu pai. (Olá papá!)
Na primária fui gozada por rapazes, um dia em que tive a infeliz ideia de ir para a escola com calças justas. (Olá mamã. ‘Tás sempre a falar disto…)
No sexto ano veio-me o período. Daí para a frente foi um boom.
O mundo pode ser um lugar extremamente hostil para quem não tem as medidas certas.
Isso ajuda o nosso cérebro a pifar.
E uma vez dado o pifo… Pfff.
Eu já fiz coisas que nem gosto de lembrar.
Tipo enfiar uma sonda nasogátrica goela abaixo para me livrar da comida.
Não, não gostava de ser como a Beyoncé nem como a Rihana, que levam ao rubro os homens e atiçam a inveja das mulheres.
Eu só gostava de ser magra como uma tábua, não ter mamas nem curvas nas ancas.
Por isso, nem para manequim dava.
Depois de ter chorado muito à custa desta história, cheguei à conclusão de que há coisas piores do que ser gorda.
Ser gorda com um problema alimentar e infeliz.
Trabalho à moda da escravidão. Daqui a pouco vou ter dinheiro suficiente para uma lipoaspiração numa clínica decente.
Vai ser da ponta dos cabelos às unhas dos pés.
E olha para mim, que fútil.
Podem começar a atirar pedras. A partir de…
Agora.
Ora bem.
Hoje, depois de enfardar dois pratos de gnocchi e um Kinder Bueno, deitei-me no sofá e proibi-me de ir à casa de banho fazer o que melhor sei.
Treze dias.
Treze dias sem miar.
Treze dias.
Treze dias sem miar.
sábado, 19 de março de 2011
Outra coisa...
Sandra, comprei DVDs do Little Britain e agora posso ver os episódios todos.
Sem aquela vozinha de fundo:
- Ah, êsse é chato. Vou pulá!
Ahahahaha!
Sem aquela vozinha de fundo:
- Ah, êsse é chato. Vou pulá!
Ahahahaha!
Sabem o que é mesmo bom? Mesmo-mesmo?
Chegar a casa.
Pôr velas na casa-de-banho.
Ter um copo de vinho à mão.
Encher a banheira com água a ferver.
E mergulhar.
Tá.
Seria muito melhor se o brasileiro do Pizza Express me fizesse companhia.
Ó mái góde-ó mái góde-ó mai góde!
Pôr velas na casa-de-banho.
Ter um copo de vinho à mão.
Encher a banheira com água a ferver.
E mergulhar.
Tá.
Seria muito melhor se o brasileiro do Pizza Express me fizesse companhia.
Ó mái góde-ó mái góde-ó mai góde!
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