terça-feira, 6 de março de 2012

Obrigada M.


Por me perdoares.
E pela prenda mais bonita que eu já recebi nos últimos anos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coisas que só a mim

Arrumar a casa em cuecas, armada em boa.

É p'ra quebrar, kuduro vamos dançar, kuduro oi oi oi...


Toca o telefone.

E neste estado de tristeza humana, recebo um convite para uma entrevista de emprego. Em Portugal :)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Vinte e quatro

Os melhores amigos do mundo são aqueles que, no teu dia de anos, usam a música do post anterior na hora do parabéns a você.
E não reclamam quando tu cantas desafinado, com meia garrafa de vinho no bucho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Este ano,

A minha versão favorita do parabéns-a-você é esta :)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Hoje foi café de gajas tarde dentro

E eu continuo a dizer que tenho os melhores amigos do mundo.

De quem eu já me afastei.
Quando a minha cabeça só congeminava formas de eliminar calorias.
E eu não tinha mais conversa a não ser comida e dietas.

As minhas amigas sabem o que a casa gasta.
Ouvem-me falar de vomitado e não me julgam.
Ouvem-me e só isso já é bom.

Rimos juntas.
E eu não lhes sinto rancor, mesmo depois de eu, de repente, ter deixado de dar notícias e ter desaparecido do mapa.
As minhas amigas perdoaram-me as falhas.
E eu continuo a achar que tenho muita sorte.
Por ainda tê-las a meu lado. Por usufruir da companhia delas, ainda que não seja frequentemente.

Obrigadas :)

06/12/2011

Faz dias que não escrevo. O cansaço é muito.
O calor a partir das dez deixa-me mole. Mas de manhã e à noite o ar é fresco e faz tudo valer a pena.

Nos últimos dias, sou mais do que enfermeira.
Essas camas neste quarto. 
O cardiotocógrafo aqui. 
É preciso etiquetas para a sala de stock. 
O aspirador de secreções na sala de parto. 
Para que me mandam cateteres binasais, se não temos oxigénio em cilindros nem sistema interno hospitalar?
Sou lavadeira também.
Tirar vestígios de tinta e cimento com uma espátula.
Lavar o chão com ácido.
Tirar o pó das paredes.
Fazer todas as camas.

O material está todo na maternidade. Pronta para inaugurar amanhã.
Estou mais nervosa que o director.

Ontem conduzi até Canchungo.
O meu pai, que me chama maçarica, devia ver-me a conduzir um carro de guerra. Lindo. Fiquei ensopada; muito mais esforço do que uma hora de ginásio.

No outro dia embebedei-me. Fiz a espargata. Fui para o quarto ao colo.

Só cenas.

Ainda sobre a A. E outras coisas.

A A. não gostava de mim no início.
Aliás. Custa-me a crer que ela goste realmente de alguém.
A vida foi amarga com ela. Paralisou-lhe o hemicorpo esquerdo.
E ela respondeu a este destino com uma malvadez que se entranhou nela até aos ossos.

Mas hoje, quando a ajudei a ir ao quarto tirar os casacos, e lhe pus roupa mais leve, até articulou um obrigada. Palavra que até à data não constava no seu dicionário, tanto quanto pude constatar.

Eu adoro trabalhar com velhos. Nem lhes vou chamar idosos, se bem que foi assim que aprendi na escola e é neste termo que a sociedade vê respeito.
Quando digo velhos, não falo com malícia. Aliás, adoro tudo o que é velharia.
Basta olhar para a minha roupa. Calças desgastadas e camisolas com borboto. All Stars falsificadas, que já deram a volta ao mundo, e têm a sola castanha em vez de branca.
Com as pessoas é igual. O tempo passa por elas e deixa-lhes marcas. E eu vejo nelas algum encanto. Até nas rugas.

Ainda não me decidi bem.
Por um lado, queria um mestrado em Paliativos.
Por outro, a Saúde Mental continua a ser o meu sonho. Porque com um mestrado destes posso mergulhar mais fundo nos distúrbios alimentares. Fazer um trabalho de investigação até. Ajudar pessoas na mesma situação que eu.

E quando digo ajudar, não me refiro só a tirar os macaquinhos do sótão.
Para mim ajudar, passa também por ensinar estratégias a quem não consegue controlar os impulsos. Seja de comer, seja de vomitar.
Coisas tão simples como ensinar que os dentes não devem ser escovados após o vómito. Porque causa (ainda mais) erosão do esmalte. Bochechar água é melhor. Ou uma mistura de água com bicarbonato de sódio.

Eu sei de cor todas as manhas. Todas as neuroses que nos passam pela cabeça.
Quando vomitas para um saco plástico tens melhor percepção do volume de comida que acabas de ingerir/eliminar. Às vezes até te perguntas como é que coube tudo dentro do teu estômago.
Mas ao perceberes que está tudo cá fora, de novo, num saco plástico, a tensão alivia. E pensas que ao menos isto não foi parar às tuas pernas.
O que é erróneo.

Sim, será Saúde Mental.
E para breve, se der.