Quer sentir-se linda-e-maravilhosa no novo ano?
Mãos-à-obra. Faça o que eu não faço:
1. Assegure-se de que os seus pêlos das pernas não ultrapassam os 5 milímetros de comprimento.
2. Mantenha as sobrancelhas meticulosamente arranjadas.
3. Não calce meias rotas.
4. Não vista casacos com borboto.
5. Não deixe os seus pés virarem lixas para madeira.
...
2445474. Deite as sapatilhas podre-de-velhas ao lixo e compre uns sapatinhos em condições. Se forem de tacão alto, melhor ainda.
...
999999998. Depois do banho, deixe-se de preguiça e passe creme hidratante.
…
No caso de existirem, desse lado, pessoas como eu – cheias de roupa velha, pele seca e áspera, e com fobia a cera depilatória – proponho que façam o seguinte:
Conservem as pessoas que gostam mesmo de vocês.
Agradeçam-se mais.
Abracem-se mais.
Perdoem-se mais.
Riam-se mais juntos.
Não há tratamento de beleza mais eficaz do que ser feliz.
:)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Em 2011
Vou parar com os remédios. De uma vez por todas.
Eu admito - sou uma pessoa cheia de defeitos...
Admiro muito os meus amigos por gostarem de mim à mesma.
Há uns tempos atrás, recebi um comentário anónimo nesta postagem.
De alguém que não me conhece.
Se conhecesse, saberia que eu detesto o papel de vítima.
Não suporto gente que ó-p’ra-mim-não-tenho-sorte-nenhuma.
Eu não me dou por vencida com facilidade.
Mas quando admiti ter perdido a batalha contra o distúrbio alimentar, senti um alívio enorme.
Tento falar disso com a mesma naturalidade com que falo de todas as outras coisas: dinheiro, roupa, sexo, o que for.
Podia, facilmente, entregar-me às mãos dos senhores doutores.
Esperar que os medicamentos fizessem magia.
E que um belo dia eu acordasse e não tivesse vontade de materializar os meus problemas numa pasta de chocolate.
Bem que podia esperar sentada.
A cura exige trabalho.
Leio o máximo que posso para perceber o que vai na minha cabeça.
Bulimia nervosa, distorção da imagem corporal, alimentação emocional…
Mas o anónimo sabe melhor dos meus problemas do que eu.
Sabe que isto tudo é veneno da sociedade.
Que eu quero desesperadamente ser magra-como-uma-tábua, mesmo que isso contrarie o meu genótipo.
Que sendo magra, posso finalmente ser capa da Vogue.
Ter o desejo ardente dos homens.
E a inveja mortal das mulheres.
Eu, ingénuazinha, acho que as coisas não são assim tão quadradas.
Para mim, isto é psicologia barata.
Meti-me a fazer Reiki.
O D. diagnosticou-me um desequilíbrio no segundo chakra.
E em função disso descreveu a minha personalidade tim-tim-por-tim-tim. Senti-me nua.
A tendência ao isolamento. A comida. A falta de energia sexual. Os problemas menstruais. E por aí.
Se me virem em casa, em posições menos ortodoxas... Não, não vou entrar num filme pornográfico.
É para abrir o chakra, diz ele.
Eu admito - sou uma pessoa cheia de defeitos...
Admiro muito os meus amigos por gostarem de mim à mesma.
Há uns tempos atrás, recebi um comentário anónimo nesta postagem.
De alguém que não me conhece.
Se conhecesse, saberia que eu detesto o papel de vítima.
Não suporto gente que ó-p’ra-mim-não-tenho-sorte-nenhuma.
Eu não me dou por vencida com facilidade.
Mas quando admiti ter perdido a batalha contra o distúrbio alimentar, senti um alívio enorme.
Tento falar disso com a mesma naturalidade com que falo de todas as outras coisas: dinheiro, roupa, sexo, o que for.
Podia, facilmente, entregar-me às mãos dos senhores doutores.
Esperar que os medicamentos fizessem magia.
E que um belo dia eu acordasse e não tivesse vontade de materializar os meus problemas numa pasta de chocolate.
Bem que podia esperar sentada.
A cura exige trabalho.
Leio o máximo que posso para perceber o que vai na minha cabeça.
Bulimia nervosa, distorção da imagem corporal, alimentação emocional…
Mas o anónimo sabe melhor dos meus problemas do que eu.
Sabe que isto tudo é veneno da sociedade.
Que eu quero desesperadamente ser magra-como-uma-tábua, mesmo que isso contrarie o meu genótipo.
Que sendo magra, posso finalmente ser capa da Vogue.
Ter o desejo ardente dos homens.
E a inveja mortal das mulheres.
Eu, ingénuazinha, acho que as coisas não são assim tão quadradas.
Para mim, isto é psicologia barata.
Meti-me a fazer Reiki.
O D. diagnosticou-me um desequilíbrio no segundo chakra.
E em função disso descreveu a minha personalidade tim-tim-por-tim-tim. Senti-me nua.
A tendência ao isolamento. A comida. A falta de energia sexual. Os problemas menstruais. E por aí.
Se me virem em casa, em posições menos ortodoxas... Não, não vou entrar num filme pornográfico.
É para abrir o chakra, diz ele.
Dois filmes
Que eu vejo vezes-e-vezes-e-vezes sem conta.
Este.
E este.
Despertam tanta coisa que eu não consigo explicar.
E mesmo que tente... Não sei por onde começar.
Também vos acontece?
Este.
E este.
Despertam tanta coisa que eu não consigo explicar.
E mesmo que tente... Não sei por onde começar.
Também vos acontece?
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Coisas-absolutamente-parvas-para-não-dizer-nojentas
Toma, p'ra aprenderes a 'tar calada!
No meu trabalho há um enfermeiro que é um amor.
Quando fala, faz muitos gestos com as mãos. Vai aos agudos quando se ri.
Pensei logo em casá-lo com um amigo meu.
Então.
Estávamos a falar.
Modo português activado.
- Sabes, tenho um amigo que ia adorar conhecer-te.
- Ai sim? Porquê?
- Falei-lhe de ti. Podias dar-me o teu e-mail; punha-vos em contacto num instante.
- Eu não sou gay, querida. Pareço. Mas não sou.
- Não és?
Silêncio constrangedor.
- Agora é a parte em que eu falo dos meus filhos.
- Ahahahahah!
Quando fala, faz muitos gestos com as mãos. Vai aos agudos quando se ri.
Pensei logo em casá-lo com um amigo meu.
Então.
Estávamos a falar.
Modo português activado.
- Sabes, tenho um amigo que ia adorar conhecer-te.
- Ai sim? Porquê?
- Falei-lhe de ti. Podias dar-me o teu e-mail; punha-vos em contacto num instante.
- Eu não sou gay, querida. Pareço. Mas não sou.
- Não és?
Silêncio constrangedor.
- Agora é a parte em que eu falo dos meus filhos.
- Ahahahahah!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Ó não! Lá vem ela com a mesma conversa!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
