domingo, 15 de agosto de 2010

Ale-ale-jandro

Podem dizer o que quiserem.
Que ela é uma ordinária.
Que imita a Madonna.
Que é feia e que parece um travesti.

Para grande infelicidade da minha mamã eu nasci uma pervertida.
Gosto muito de ver homens musculados em tacão alto.
A usarem chicotes e a simularem sexo sadomasoquista.
E, melhor ainda, a dançarem bem.

Não sou da opinião que a parcela menos tolerante da sociedade tem-de-levar-com-isto-e-pronto.
Há sempre a opção não ver o videoclip. Ou mudar de estação de rádio quando ela está a cantar. Ou não comprar os cd's dela. Ou ainda falar mal dela e tentar convencer os nossos amigos a não gostarem.

Para mim, o Alejandro e o Dominique merecem o mesmo respeito.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Hoje tenho muitas coisas a dizer

Eu nunca vejo televisão.
Mas ontem, à conversa com a C., descobri a existência deste programa.

Tenho muita pena de não me ter informado com antecedência dos castings.
Juro que ia lá com este corpinho. Anca de um metro, calças 40 e rabo empinado.

O meu objectivo: cegar a Fátima Lopes dos dois olhos.

Ah, já me esquecia...

A resposta numa imagem.

Obrigada, professor A.

Se bem me lembro das aulas de Anatomia do 1º ano da faculdade, em cada perna humana existem duas veias safenas.

A grande safena, safena interna ou safena magna.
E a pequena safena, safena externa ou safena parva.


Segundo o doutor, na minha perna direita verifica-se "ectasia e tortuosidade, blábláblá-whiskas saquetas, grande safena incompetente...". Que é como quem diz tens-22-anos-mas-vais-à-faca-porque-tens-pernas-em-pior-estado-do-que-as-da-tua-própria-mãe.

Acho que em vez de grande safena, lhe vou chamar grande safada.

Outra coisa.
A safena magna não dá uma p'ra caixa.
Mas a parva funciona que é uma maravilha.
Será que é daí que vêm algumas ideias minhas? :)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eu fui ao Sudoeste e...

Pela primeira vez na minha vida, vi uma tenda ganhar forma entre as minhas mãos.


Dormi em espaços públicos.

Comprovei que há mulheres sem celulite. Por isso, vale a pena manter a fé. E continuar a usar creme.


Emocionei-me um bocadinho.


Armei-me em modelo fotográfico.



Music makes the people come together.

:)

No Porto

O Porto é para mim, que sou da terrinha, uma cidade muito-muito confusa. Perco-me com facilidade, apesar de ter sido um verdadeiro GPS para as minhas queridas amigas, quando estávamos na Finlândia.

Os mendigos não nos deixam comer. Pedem-nos dinheiro nas esplanadas. Sem dedos; braços estropiados. Usam os olhos tristes dos filhos que têm. O que em gente como eu funciona sempre.

As pessoas falam-me em inglês, só porque trago comigo o mapa da cidade. E - não vou mentir - aproveitei-me disso.

Infelizmente, o típico portuguesinho só trata bem os turistas estrangeiros.
Se eu pedir uma salada, se faz favor, demoram meia-hora para me servir. Esquecem-se dos talheres e do guardanapo. Perguntam-me se quero alguma coisa para beber depois de acabar a refeição.
Se eu pedir one salad, please, demoram a mesma meia-hora, mas os talheres, o guardanapo e a bebida vêm ao mesmo tempo. Dizem-me enjoy your meal e fazem-me vénias.

Quem me conhece sabe que eu deixo gorjetas. Sempre.
Mas prefiro dar dinheiro a gente simpática. Por isso, faço-me de parva para ser bem atendida e ainda dou dinheiro a quem ganha uma mixaria.

Eu sei bem o que é a exploração humana nos cafés com esplanada, em pleno Verão.
De qualquer forma, sempre fui simpática com os meus clientes. Mesmo quando me pediam um café e queriam que eu adivinhasse que era curto e com adoçante.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

E agora, um momento altamente didáctico


Por que é que este homem merece todo o meu amor?
Quem sabe?